O Relações Públicas é o melhor profissional para trabalhar com Diversidade e Inclusão nas organizações e eu posso provar.
O objeto central que define que a profissão de Relações Públicas é a mais adequada para trabalhar com Diversidade e Inclusão nas organizações, é o público. O público é a essência de toda organização e sua complexidade, e a diversidade torna-se cada vez mais um grande desafio para as mesmas.
Sabemos que a diversidade está em todos os contextos da nossa sociedade. É inegável que nos últimos anos as discussões sobre a temática da diversidade têm se ampliado em todos os espaços sociais e organizacionais. As delimitações sobre quais pontos da diversidade deve-se debruçar para atuar ou estudar também é alvo de diversas discussões, visto que os indivíduos e grupos são diversos: raça, gênero, etnia, pessoas com deficiência, idosos etc.
Essa discussão sobre a diversidade nos leva a pensar como as sociedades e organizações estão se organizando ou fazem suas gestões sobre o tema, pois a Gestão da Diversidade, como um campo de estudos e práticas, surge e ganha contornos específicos no contexto do processo de globalização e fusão das empresas e das sociedades, e em função da pressão de organismos internacionais ou de movimentos sociais.
Um bom caminho para atender às demandas das organizações no quesito diversidade é começar pelo censo. O profissional de Relações Públicas pode auxiliar a organização na elaboração de um censo da diversidade, conversando com cada público da organização, na análise de demandas por grupos e principalmente no diagnóstico de preconceitos estruturais embricados na organização.
A partir da construção do mapa da diversidade é a hora de conversar de novo com os públicos e entender o que funciona, o que falta, o que precisa ser eliminado e começar o processo de construção de uma nova cultura organizacional voltada para a Diversidade e Inclusão. Esse processo requer educação para diversidade, criação de grupos de afinidade e letramento, adoção de políticas inclusivas para além das cotas e acima de tudo uma diretriz que parta da alta administração, mas que seja rotina e tenha funcionalidade na operação.
O processo nem sempre é linear e fácil, pode encontrar inúmeras resistências que podem ser advindas dos viesses inconscientes dos públicos. Sim, temos públicos diversos e com viesses diversos. Mas assim como os recifes de corais só se estabilizam a partir de um grande grupo diverso da biodiversidade marinha, a sociedade e suas organizações também só encontrarão resiliência e criatividade num ecossistema diverso e inclusivo.